A Batalha de Inglaterra

Um Heinkel em acção sobre Londres
Com praticamente todos os países da Europa a seus pés, prepara-se agora a Alemanha para a invasão aérea da Grã-Bretanha, que precederia a invasão por mar. A costa atlântica francesa já havia sido fortemente guarnecida, com obstáculos e bunkers espalhados pelas praias, bem como fortalecida com tropas vindas de outras regiões da Europa.

Apesar de ser dono e senhor do maior exército (na altura) do Mundo, Hitler tinha particular raiva dos ingleses, pela sua influência política no mundo, por um lado e pelo seu atrevimento e audácia pelo outro.

Bunker 
Franklin Roosevelt
 De facto, Winston Churchill na altura primeiro ministro inglês,

Julho de 1940 Início da Batalha de Inglaterra

Depois de controlada a situação em França, e com o governo fantoche francês instalado em Vichy, Hitler ordena então a preparação de planos para a invasão da Grã-Bretanha, com o nome de código Operação Leão Marinho. Agora que controlava a Holanda a Bélgica e a França, parecia não haver impedimentos de maior para avançar sobre os ingleses. Esta operação contudo não se realizou, porque a RAF, nos ataques preparatórios da força aérea alemã, não se deixou intimidar e infligiu pesadas baixas aos alemães, na guerra que ficou conhecida como a Batalha de Inglaterra.

De facto Hitler tinha como objectivo fundamental a invasão terrestre mas, antes, queria ter o controlo aéreo do Canal da Mancha, assim como o sul da ilha, porque isso era importante do ponto de vista estratégico.

Os aviões alemães eram contudo mais rápidos e com maior capacidade de subida, mas os britânicos eram mais manobráveis e francamente mais bem armados.

Assim, o primeiro ataque maciço, aconteceu a 10 de Julho, mas, em 15 de Agosto e 15 de Setembro, repetiram-se ataques extremamente violentos e que causaram pesadas baixas aos ingleses, quer em infraestruturas, quer na população.




Em Agosto a Luftwaffe, já havia reunido 2669 aeronaves, que incluíam 1015 bombardeiros 346 caças de mergulho, 933 caças e 375 caças com armamento pesado. Hitler apostava tudo para resolver o problema inglês.

Mas é de referir o papel verdadeiramente decisivo dos caças Spifire, encarregados de dar caça aos aviões de escolta alemães e o Hurricane, encarregado de abater os bombardeiros.
Hitler, havia planeado a invasão com uma força de 20 divisões e a grande desvantagem dos ingleses, é que não podiam utilizar todos os seus escassos recursos, porque era imperioso manter as posições que detinham, principalmente no Mediterrâneo...


A 2 de Agosto o navio mercante inglês Arandora Star, é afundado por um submarino alemão, no Mar do Norte. Parecia que os alemães estavam em todo o lado.


A 4, um navio francês é destruído na Argélia, pela marinha inglesa. O governo francês de Vichy, agora do lado alemão, rompe as relações diplomáticas com os ingleses.

No dia 5 a Roménia alia-se ao eixo.

A 10 de Julho, começam os intensos bombardeamentos a Londres e outras cidades inglesas.

No dia 21, o governo checoslovaco que já havia pedido asilo à Grã-Bretanha, estabelecesse em Londres.

A 25, considerando a situação de insegurança e dúvida que se vivia por toda a Europa, o governo determina a evacuação de todas as crianças e mulheres de Gibraltar, um pequeno enclave britânico no Sul de Espanha.


Junho de 1940. Um mês farto em declarações de guerra e corte de relações diplomáticas. A agonia da França.

O mês de Junho de 1940, foi um mês farto em declarações de guerra e corte de relações diplomáticas. No dia 10, a Itália, ganha finalmente coragem para declarar guerra á França. Com os franceses debilitados e a tentar responder a um inimigo brutal que já bombardeava Paris, era mais cómodo e seguro para Mussolini, mostrar agora a sua sempre tímida força. E assim seria ao longo de toda a guerra. Os italianos apenas mostravam alguma destreza militar, quando se sabiam bem acompanhados e protegidos pelo aliado alemão. Mussolini, embora Duce idolatrado por milhões de italianos, era na verdade um homem fraco interiormente e que tinha alcançado o poder á custa da tirania e do terror. Na verdade, Hitler, não revelava grande amizade e confiança neste tirano italiano, que considerava um lider fraco e exitante. Mas a Itália, vivendo o sonho alemão como se fosse seu, declara ainda guerra ao Reino Unido.

Maio de 1940. Invasão da Bélgica, Holanda, França e Luxemburgo. A Europa ocidental estava horrorizada!

Depois da ocupação Nazi, o governo norueguês abandona o país e estabelece exílio em Londres, a 5 de Maio. Já nesta altura da guerra, existiam vários generais alemães que se opunham, embora em segredo, a esta política espansionista de Hitler. Os riscos que corriam eram enormes e podiam seguramente custar-lhes a vida. Mas era vital informar o ocidente das intenções do ditador e por meios muito bem estudados, foi através do Vaticano que a notícia da próxima invasão da Bélgica, Holanda e França, se ficaram a saber.
 Os alemães, contudo, conseguiram decifrar as mensagens secretas, mas mesmo assim, Hitler não recuou. A sua confiança na supremacia germânica era inabalável. Prevendo o pior, vários lança-minas foram espalhando minas na costa holandesa para evitar, num futuro próximo, um esforço inglês de auxilio á Holanda.

Entretanto na Grã-Bretanha, o alistamento de tropas é prolongado até aos 36 anos. Nesta altura tão conturbada da Europa, é de assinalar o excelente sistema dos serviços secretos germânicos, mas devidamente "monitorizados" pelos serviços secretos ingleses que, diga-se em abono da verdade, prestaram um serviço vital, ao longo de toda a segunda guerra aos países aliados.
Mas os alemães não tinham tempo a perder e a 10 de Maio, iniciam a invasão da Bélgica, da França, do Luxemburgo e da Holanda! Era uma corrida contra o tempo e Hitler sabia que o factor surpresa iria apanhar desprevenidos os países ocidentais. Neste  dia ainda houve tempo para a Luftwaffe bombardear o Kent, no Reino Unido.


Inicio da construção de Auschwitz e invasão da Dinamarca e Noruega. Janeiro de 1940

Logo no inicio de 1940, os alemães criam mais um gueto judeu na cidade polaca de Lodz. É o segundo, em menos de um ano. Os bens essenciais como a carne, o bacon, o açucar e a manteiga, começam a ser racionados na Grã-Bretanha e na França. O General von Manstein, apresenta a Hitler o seu plano para a invasão da França, através das Ardenas. Um presente desejado! Entretanto, começam os trabalhos de construção do campo de concentração de Auschwitz, na Polónia.

A 1 de Março, a Alemanha ordena a invasão da Noruega e da Dinamarca. E a 12, a Finlândia assina um acordo de paz com a URSS e a 13, termina a chamada Guerra de Inverno.
No dia 16, pela primeira vez, os alemães bombardeiam Scapa Flow, na Escócia, causando as primeiras vítimas civís da segunda guerra.
Mas em Abril, Hitler decide-se mesmo pela invasão da Noruega e da Dinamarca. A 8 de Abril, a Noruega declara guerra á Alemanha e as tropas britânicas colocam as primeiras minas marinhas na costa da Noruega.

A 9 de Abril de madrugada os alemães invadem a Dinamarca e a Noruega iniciando a Operação Weserübung. A Dinamarca, rende-se no mesmo dia, pois era impossível suster o ataque alemão, dada a diferença de forças em combate. Na primeira batalha de Narvik, destróiers e aeronaves britânicos, conseguem realizar um ataque surpresa a uma força naval alemã, com bons resultados. E em 13 de Abril um novo ataque britânico, é coroado de êxito. No dia 14, tropas britânicas e francesas, desembarcam na Noruega. No dia 30 as mesmas tropas começam a evacuar o terreno, considerando impossível, nesta altura, enfrentar o poderio alemão.






Os primeiros deportados, o atentado contra Hitler e a invasão da Finlândia, marcaram o fim de 1939

 No seguimento da ocupação da Polónia, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, declaram guerra á Alemanha, logo seguidos da França, depois de terem pedido aos alemães para retirar. Entretanto, o navio britânico SS Athenia é torpedeado por um submarino alemão e torna-se o primeiro navio afundado da segunda guerra.

Nesta altura, o Japão declara a neutralidade, tal como os EUA. A África do Sul e o Canadá, declaram guerra á Alemanha.